Projeto Telhado Vivo - Espaço ITEC Cidadão -
Qua, 19 de Outubro de 2016 11:59

IMG 20161019 100158614 HDR - CopiaFoi desenvolvido o Projeto Telhado Vivo no Espaço ITEC Cidadão, contando com o apoio de vários colaboradores, juntamente com a supervisão da responsável pelo espaço, Gina Calzavara.

O Telhado Vivo foi baseado em uma técnica que consiste na aplicação e uso de solo ou substrato e vegetação sobre uma camada impermeável. Pode ser montado com materiais reutilizáveis e possui vários benefícios, como a melhoria térmica do espaço, isolamento acústico, etc. além de contribuir para a estética do local.

“Sair da fase do protótipo para uma experimentação mais estudada, mesmo que seja uma casinha lúdica para estimular o imaginário das pessoas, significa materializar ideias em projetos e não permanecer, eternamente, na fase da ideia fumaça... Nossos alunos precisam de tal experimentação para se conectarem com a natureza e em especial com a sociedade.” Gina Calzavara

Houve um esforço coletivo de várias pessoas e diversos parceiros sobre a temática telhado vivo, entre os professores que participaram do projeto: Marco Antônio Menezes Neto, José Tavares, Álvaro Aleixo e os demais bolsistas: Hudson França, Luciete Moraes, Ronan dos Navegantes, Fabíola, Adryan Schwann, Kaio Pantoja e o voluntário Vicente Calandrini.

A inauguração do projeto telhado vivo aconteceu no dia 19 de outubro, com a participação de crianças e jovens do NPI e outras pessoas provenientes de escolas do entorno da Universidade. Muitas oficinas e tours são desenvolvidas nos bosques sustentáveis da UFPA, não deixe de participar!

 

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Conversamos com o acadêmico de Engenharia Elétrica, Augusto José, sobre seu empenho no projeto e desenvoltura para concluir esse projeto, que visa aproximar o contato dos estudantes com práticas sustentáveis e tornar a universidade um ambiente em comunhão com a natureza.

Apesar da pouca idade, o estudante mostrou opiniões contundentes sobre o papel que o Espaço ITEC cidadão desempenha em nossa Universidade. Atualmente é bolsista e antes foi voluntário por um ano e meio, nas práticas sociais ligadas a natureza nos bosques.

 


 

 

 

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  • Entrevista com o acadêmico de Engenharia Elétrica, Augusto José.

 

Como surgiu a ideia de montar o telhado vivo?

No Espaço ITEC Cidadão sempre estão disponíveis para leituras várias revistas que abordam a temática da natureza e sustentabilidade, e foi a partir de uma que pensamos na hipótese de desenvolver esse projeto.  Tivemos ideias sobre como faríamos a implementação e então iniciamos com uma maquete de isopor. Foi feito um estudo sobre a superfície que acomodaria o telhado, a camada impermeabilizadora que deveríamos usar, o material que acomodaria a terra e as plantas, etc.

Há quanto tempo você está comprometido em projetos com essa temática?

Sou bolsista dessa área desde agosto do ano passado, e antes disso eu fiquei como voluntário por quase um ano e meio. Desde então, sempre participei de vários outros projetos, como o Ciência na Ilha, que objetiva levar oficinas para escolas de determinadas ilhas. A última que ocorreu em 2015 foi na ilha do Combú e nela desenvolvemos a oficina de compostagem, e também teve a amostra da maquete de um telhado feito com garrafas PET, além de vários outras oficinas que ocorreram.

Quais foram as principais dificuldades encontradas para que o projeto fosse concretizado?

A partir do incentivo da Gina, iniciou-se a montagem do protótipo vivo e junto com outros professores, bolsistas e voluntários, começamos o projeto. Os principais problemas foram em encontrar os materiais que iríamos utilizar, visto que um dos objetivos era usar materiais reutilizáveis e que estivessem disponíveis na Universidade. Buscaram-se então materiais alternativos para a modelagem e estruturação do telhado e da casa.

Por exemplo, reaproveitamos a madeira das antigas passarelas da UFPA para fazer a sustentação da casa, que foi construída na marcenaria da nossa Universidade.

Quais os benefícios na implementação de um telhado vivo? Tanto na sociedade como na Universidade.

 A princípio era apenas algo a mais para o espaço dos bosques, mas a partir dos estudos feitos concluiu-se que mesmo nas grandes cidades era possível ter algo ecológico como o telhado vivo, para ser implementado nas residências, prédios, enfim, para as pessoas que não possuem tanto espaço em casa e usando materiais reutilizáveis poderiam fazer isso sem nenhum problema. 

Como comparativo, o telhado Vivo tem o mesmo efeito que o Bosque Rodrigues Alves tem na grande Belém, com o objetivo de melhorar o ambiente no local e na área ao redor dele, tanto visualmente como ecologicamente. Esse projeto é uma oportunidade de mostrar essas práticas para as pessoas da UFPA de uma maneira mais próxima, pois foi implantado em uma boa localização, visto que o Espaço ITEC Cidadão é uma área de grande circulação.

Em relação à universidade, foram muito satisfatórias as reações das pessoas. No período de montagem do projeto elas passavam curiosas e faziam perguntas e se interessavam sobre o assunto. Perguntaram quais seriam os benefícios, elogiavam e batiam fotos.

Como se resume as etapas de montagem do projeto?

Foi feita uma maquete de isopor, e em seguida o primeiro protótipo foi feito com os pratos dos vasos das plantas, fibras de coco e utilizamos bambu para a sustentação, sendo que esse protótipo já estava disponível no bosque. Após o seu desgaste, iniciou-se o segundo protótipo, no qual já tivemos a ideia de montar em uma pequena casa.

Então reaproveitamos madeiras e diversos materiais com o objetivo do projeto ter um custo mínimo. E a casinha foi confeccionada de forma lúdica em homenagem às crianças, mas tornando-se atrativa a todos os públicos.

No geral, quais são os benefícios de um telhado vivo?

Com a incidência da luz do sol sobre as plantas e sobre a terra, não irá esquentar o telhado e não vai irradiar o calor para a área interna. Torna-se muito favorável para a nossa região, pois ajuda a combater o efeito de ilhas de calor nas grandes cidades. Isso resultará em menor uso do ar condicionado ou ventiladores, pois o ambiente estará mais agradável.

Também gera um isolamento acústico e a vegetação do Telhado Vivo auxilia na drenagem da água da chuva, além de melhorar a qualidade do ar no alcance do telhado. Apesar de ter custos com a estruturação, tudo isso trará benefícios a longo prazo, sendo possível utilizar vários tipos de plantas para se montar um jardim, uma horta, um pomar, etc.

O que você tem a dizer sobre o empenho da equipe para realização do projeto?

Foi muito importante a ajuda de todos os envolvidos. O incentivo e apoio da Gina, o professor Marco Antônio, os técnicos José Tavares e Álvaro Aleixo, que ajudaram bastante na montagem da estrutura, no fornecimento e captura dos materiais pela universidade. Todos os bolsistas e voluntários envolvidos ajudaram de alguma forma e com isso conseguimos apresentar esse projeto sustentável.

Última atualização em Qui, 20 de Outubro de 2016 20:17
 
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